Sábado, 22 de Setembro de 2018

O Repórter

May indica culpa da Rússia em envenenamento de ex-espião

A primeira-ministra convocou embaixador de Moscou a se explicar

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Redação... - 12 de março de 2018 às 17:03

LONDRES, ING (ANSA) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou nesta segunda-feira (12) que, "muito provavelmente", a Rússia é responsável pela tentativa de homicídio contra o ex-espião Serghei Skripal, 66 anos, alvo de envenenamento junto com sua filha, Yulia, de 33.

May fez um pronunciamento no Parlamento sobre o andamento das investigações e disse que o embaixador de Moscou em Londres foi convocado a dar explicações. Ele terá de responder "até amanhã [13]" se a Rússia teve participação no ataque ou "perdeu o controle" sobre substâncias perigosas de seus laboratórios químicos.

Segundo a primeira-ministra, as toxinas usadas contra Skripal são do mesmo tipo daquelas produzidas por Moscou. Além disso, ela garantiu que está pronta para denunciar o ataque como "uso ilegal de força contra o Reino Unido" por parte do governo russo.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores de Moscou definiu o discurso de May como "um show de circo". Essa foi a primeira vez que o governo britânico cogitou publicamente a hipótese de um envolvimento do Kremlin no caso.

Skripal era oficial dos serviços secretos militares russos até a descoberta de que ele atuava como agente duplo para o Serviço Secreto de Inteligência do Reino Unido (MI6). Em 2006, foi condenado a 13 anos de prisão por "alta traição", mas recebeu perdão em 2010 e foi incluído em uma "troca de espiões" entre Ocidente e Rússia, recebendo refúgio em solo britânico.

O ex-agente e sua filha foram encontrados inconscientes em Salisbury, no sul do Reino Unido, sem sinais de agressão ou ferimentos. Ambos estão internados em estado grave, mas estável. A polícia já trata o caso como tentativa de homicídio e diz que o envenenamento foi provocado por um "agente nervoso".

Em 2006, outro ex-espião russo já havia sido atacado no Reino Unido, Alexander Litvinenko, de 43 anos e dissidente do governo de Vladimir Putin. Ele foi morto por envenenamento com a substância radioativa "polônio 210".

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