Quarta, 22 de Novembro de 2017

O Repórter

Lilah Wildhagen

Lilah Wildhagen é juíza de paz, formada em Direito pela Universidade Gama Filho. Idealizou o quadro "Ajuda Legal" onde respondia às dúvidas das pessoas sobre seus direitos pela TV ou pelo rádio.
Lilah Wildhagen

Ajuda Legal - Sangue mais ou menos Bom

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Lilah Wildhagen - 03 de outubro de 2013 às 13:35
fotos: divulgação
O ricaço passa mal, acaba morrendo e a novela passa a mensagem de que a união não fora consumada

Tenho assistido a novela Sangue bom, porque a história é do tipo que gosto, suave e risível. Mas, ultimamente, ao invés de me divertir, tenho me aborrecido muito com as ignorâncias veiculadas.

Iniciaram colocando prevaricar como sinônimo de fazer sexo e, cada vez que ouço, tenho vontade de entrar no aparelho de televisão e tapar as bocas dos personagens.

Ultimamente o absurdo da ignorância é querer convencer o publico de que um casamento celebrado por Juiz de Paz só tem validade com as assinaturas dos nubentes.

O tal noivo falece antes de terminar a assinatura na certidão. Ao assistir a veiculação de repetidas ignorâncias sobre  o mesmo tema, não me contive comecei a gritar com a tv.

Vamos então esclarecer:

- Prevaricar é crime praticado por servidor público.

- Ninguém, nunca assina certidão de casamento, o documento que é assinado depois da declaração do Juiz de Paz, que imediatamente torna os noivos legalmente casados, é a folha do livro, que é uma ata da assembleia, na qual narra-se tudo o que aconteceu durante o ato solene, além de qualificar os noivos e as testemunhas do ato.

Tenho dito.