Sexta, 10 de Abril de 2020

O Repórter

Beija-Flor fecha o Grupo Especial com desfile tecnicamente correto

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Redação... - 25 de fevereiro de 2020 às 05:19 (Atualizada em 25 de fevereiro de 2020 às 08:26)
Giancarlo Franco/OReporter.com
A luta pelo domínio nas ruas foi retratada na comissão de frente

RIO (OREPORTER.COM*) - A Beija-Flor de Nilópolis em “Se essa rua fosse minha”, narrou a evolução humana e o seu caminhar desde os tempos mais primitivos. O enredo marcou o retorno do carnavalesco Alexandre Louzada à escola, como forma de retomar os carnavais onde a Azul e Branco alcançava ótimas colocações.

O carnavalesco, buscou trazer de volta ao desfile da Beija-Flor a grandiosidade, o luxo e a plasticidade que sempre foram marcas registradas da escola, na era em que ela vinha como vencedora. Louzada descreveu a trajetória do homem desde a pré-história, utilizando as mais diferentes rotas e caminhos. A escola passou por caminhos da evolução, citou a invenção da roda, mencionou os caminhos marítimos que foram navegados até o homem chegar às Índias, em busca das tão cobiçadas especiarias. Passaram também por países como as civilizações incas, os maias e os astecas.

O impacto inicial veio com um clima "Mad Max" na comissão de frente. Foi uma representação de gangues rivais na luta pelo domínio das ruas, trazendo pombagiras e Exu para resolver o duelo.


Os  caminhos da civilização romana (Foto: Giancarlo Franco/OReporter.com)

No Brasil, foram retratados os aspectos indígenas, as romarias e procissões, chegando à rua Marquês de Sapucaí, a via mais famosa do samba. A escola ainda deu espaço para as viagens espaciais, além dos caminhos mitológicos, como o labirinto do minotauro.

A Beija-Flor misturou realidade e ficção, e trouxe para a avenida a modernidade e ancestralidade unindo diferentes culturas. Abordou a temática da religiosidade, apresentou algumas divindades, e fez alusão às Pombagiras e aos Exus.

A azul e branco de Nilópolis foi campeça em 2018, mas não apareceu no desfile das campeãs de 2019. Neste ano, a agremiação da Baixada Fluminense, apostou em um desfile tecnicamente correto para tentar buscar mais um troféu para casa. O principal problema foi a corridinha no final para não estourar o tempo. Mas a Beija-Flor ainda conta com a força de seus componentes e, óbvio, do peso da camisa campeã de tantos carnavais. (*colaboraram Rafael Max e Jaqueline Araújo)

 

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