Sexta, 03 de Dezembro de 2021

O Repórter

COI expulsa técnicos que tentaram repatriar atleta de Belarus

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Redação - 06 de agosto de 2021 às 12:10 (Atualizada em 06 de agosto de 2021 às 12:12)
EPA
Tsimanouskaya recebeu asilo humanitário na Polônia

TÓQUIO (ANSA) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta sexta-feira (6) que dois técnicos do atletismo de Belarus foram expulsos dos Jogos Olímpicos de Tóquio por terem tentado repatriar a força a velocista Krystsina Tsimanouskaya no último fim de semana. Arthur Shumak e Yuri Moisevich já tiveram as credenciais confiscadas e deixaram a Vila Olímpica.

Na nota oficial, o órgão afirma que "será dada a oportunidade para que ambos sejam ouvidos" na investigação sobre o caso Tsimanouskaya, mas que a expulsão foi realizada "no interesse do bem-estar dos atletas" que ainda estão em Tóquio.

O caso da atleta virou um grande problema diplomático dentro dos Jogos. No sábado (31), a velocista dos 100m e dos 200m usou suas redes sociais para criticar os treinadores, que a inscreveram, sem ela saber, na prova do revezamento 4x400m. A corredora afirmou que não tinha nenhum problema em disputar a categoria, mas não concordava com a forma como a escolha foi feita.

Na manhã do domingo (1º), Tsimanouskaya foi acordada pelos técnicos na Vila Olímpica e ordenada a fazer as malas para voltar para Minsk. Ao chegar no aeroporto, ela informou a polícia o que estava ocorrendo e se negou a embarcar. A Polônia, então, entrou no caso e ofereceu asilo para a atleta, que passou a noite na sede do consulado do país em Tóquio.

No dia 2 de agosto, a corredora a aceitou a concessão do visto humanitário polonês e foi para Varsóvia. Em entrevista à emissora britânica "BBC", Tsimanouskaya relatou que sua avó foi fundamental para a sua decisão de não voltar a Belarus e disse que ela a orientou a "não voltar ao país".

A velocista é uma das atletas que se manifestou publicamente contra o presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, considerado o "último ditador da Europa" por estar no poder desde 1994. Nas eleições de agosto do ano passado, houve inúmeras denúncias de fraudes, mas o mandatário se manteve no poder.

Diariamente, milhares de pessoas foram às ruas protestar contra Lukashenko, em atos que resultaram em incontáveis prisões, incluindo atletas. O Comitê Olímpico de Belarus já estava na mira do COI porque elegeu o filho do presidente, Viktor Lukashenko, como seu líder.

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