Domingo, 28 de Novembro de 2021

O Repórter

Em Roma, ativistas do Greenpeace fazem protesto pela Amazônia

Comitiva brasileira participa da Pré-COP26 parlamentar na cidade

  • Compartilhar
  • Compartilhar por e-mail
  • Reportar um erro
Redação - 08 de outubro de 2021 às 12:43 (Atualizada em 08 de outubro de 2021 às 12:45)
divulgação
Ativistas do Greenpeace fazem protesto em Roma pela Amazônia

ROMA (ANSA) - Um grupo de ativistas da ONG Greenpeace fez um protesto nesta sexta-feira (8) em frente ao Coliseu de Roma, na Itália, para que o governo brasileiro respeite a Amazônia e para que a classe política "freie" as ações do governo de Jair Bolsonaro.

O ato ocorreu antes do início de uma reunião interparlamentar da Pré-COP26 e que conta com um grupo de congressistas brasileiros, como o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), e a senadora Katia Abreu (PP/TO).

Os ativistas seguraram cartazes com as mensagens "Salve a Amazônia, Pare Bolsonaro!" e "Congresso Nacional: freie a boiada", em uma referência à frase do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles dita em uma reunião ministerial em Brasília em abril do ano passado.

"Enquanto a política antiambiental de Bolsonaro continuar sendo implementada e reforçada por projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, a Amazônia e seus povos estarão em risco e, portanto, o clima do planeta também. Logo, não adianta tentarem vender ao mundo um falso esforço em preservar nossas florestas e contribuir para conter a crise climática, quando aqui estão favorecendo a destruição ambiental", disse a porta-voz de Políticas Públicas do Greenpeace, Thaís Bannwart, em nota.

Ainda conforme a representante, o grupo será recebido neste sábado (9) pelo papa Francisco em uma audiência no Vaticano.

"É extremamente importante que os líderes considerem o histórico desastroso com meio ambiente desses quase três anos de governo e não comprem discursos vazios ou falsas soluções para conter o desmatamento", completa Bannwart.

Abertura

O evento interparlamentar em Roma foi aberto pelo presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Roberto Fico, que afirmou que o mundo está "perante escolhas não adiáveis, que podem comportar em curto prazo custos econômicos ou sociais, mas que todavia, são amplamente inferiores aos benefícios que virão com a adoção de um modelo de desenvolvimento sustentável".

"Como disse há um tempo o secretário-geral da ONU, António Guterres, 'o mundo está em um percurso catastrófico para os 2,7 graus de aquecimento global'. Se não invertermos esse percurso, vamos minar os mesmos fundamentos dos nossos próprios sistemas democráticos", pontuou ainda o italiano.

Segundo Fico, é "fundamental" que os membros do Legislativo do mundo deem "impulso" para que os objetivos do combate às mudanças climáticas sejam atingidos.

"Os Parlamentos podem de fato exercitar, de um lado, a necessária pressão política sobre os Executivos para que sejam estimulados a perseguir políticas climáticas à altura dos desafios que estão abertos hoje; do outro, enquanto representantes de todos os cidadãos, são a parte mais eficaz para envolver plenamente as pessoas nas escolhas que são realizadas", disse ainda.

Também presente na cerimônia, o recém-laureado com o Nobel de Física, o italiano Giorgio Parisi, afirmou que "infelizmente, as ações tomadas pelos governos não estão à altura desse desafio e continuam a ser extremamente modestas".

"A humanidade deve fazer escolhas fundamentais, deve combater com força as mudanças climáticas. São décadas que a ciência alerta que os comportamentos humanos estavam construindo as bases para um aumento vertiginoso da temperatura do nosso planeta", acrescentou.

Lira também discursou na Câmara italiana e citou algumas das leis aprovadas recentemente pelo Legislativo brasileiro sobre o meio ambiente e o desperdício de alimentos.

Conforme o político brasileiro, em texto da Agência Câmara de Notícias, "este arcabouço legal aprovado de maneira célere e decidida pelo Parlamento brasileiro foi decisivo para que conseguíssemos atenuar os efeitos da crise sanitária" da Covid-19.

Ainda de acordo com a Agência, o presidente da Câmara destacou que os resultados dessas medidas "nos dão grande satisfação, uma vez que temos plena consciência da importância estratégica da produção alimentar brasileira para o planeta".

Outro ponto citado foi a aprovação da legislação sobre a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, que seria um "importante incentivo à conservação e ao desenvolvimento sustentável".

O discurso divulgado pela Câmara, porém, não tem nenhuma citação sobre ações para frear o avanço das mudanças climáticas ou o que o Brasil está fazendo nesse sentido.

  • Compartilhar
  • Compartilhar por e-mail
  • Reportar um erro
Deixe seu comentário
Mensagem: