Segunda, 01 de Junho de 2020

O Repórter

Em reunião, Bolsonaro fala em segurança de familiares e xinga governadores

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Redação... - 22 de maio de 2020 às 18:30 (Atualizada em 22 de maio de 2020 às 20:36)
Marcos Correa/PR

BRASÍLIA (OREPORTER.COM) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, liberou o conteúdo da reunião ministerial do dia 22 de abril envolvendo o presidente Jair Bolsonaro. É nessa reunião que contém os trechos nais quais o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, apontou que houve interferência política do presidente na Polícia Federal.

Na reunião, Bolsonaro fala da segurança de seus famíliares. Ele fez críticas à imprensa ao falar da exposição de parentes próximos:

"Pessoal, muitos vão poder sair do Brasil, mas não quero sair e ver a minha a irmã de Eldorado, outra de Cajati, o coitado do meu irmão capitão do Exército de lá de Miracatu se foder, porra! Como é perseguido o tempo todo! Aí a bosta da Folha de São Paulo, diz que meu irmão foi expulso dum açougue em Registro, que tava comprando carne sem máscara. Comprovou no papel, tava em São Paulo esse dia. O dono do açougue falou que ele não tava lá", disse.

O presidente ainda se estendeu, falando que não conseguiu mudar a segurança do Rio de Janeiro. "Mas é a putaria o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa", prosseguiu.

Em outro trecho, Bolsonaro falou sobre a postura dos governadores no combate ao coronavírus. Ele fez xingamentos a João Doria, governador de São Paulo, e a Wilson Witzel, do Rio de Janeiro.

“Os caras querem é a nossa hemorroida! É a nossa liberdade! Isso é uma verdade. O que esses caras fizeram com o vírus, esse bosta desse governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, é exatamente”, disparou o presidente, que também falou sobre o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. "Aproveitaram o vírus, tá um bosta de um prefeito lá de Manaus agora, abrindo covas coletivas. Um bosta. Que quem não conhece a história dele, procura conhecer, que eu conheci dentro da Câmara, com ele do meu lado! Né?".

Bolsonaro ainda cobrou afinidade dos ministros em relação ao seu programa de governo. O presidente voltou a defender o armamento civil, uma de suas bandeiras na eleição de 2018.

"Quem não aceitar minhas bandeiras - família, Deus, armamento, liberdade de expressão e livre mercado - está no governo errado. Espere [a eleição de] 22. Alckmin, Haddad, talvez Lula. Quero escancarar questão do armamento. Porque o povo armado jamais será escravizado", disse.

 

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