Sexta, 03 de Dezembro de 2021

O Repórter

Fumio Kishida é eleito novo premiê do Japão

Parlamento dá vitória fácil ao político; Suga se demite

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Redação - 04 de outubro de 2021 às 09:35 (Atualizada em 04 de outubro de 2021 às 09:37)
EPA
Fumio Kishida foi eleito o novo primeiro-ministro do Japão, substituindo Yoshihide Suga

TÓQUIO (ANSA) - O Parlamento do Japão elegeu Fumio Kishida, 64 anos, como o novo premiê do país nesta segunda-feira (4). O ex-ministro das Relações Exteriores obteve 311 votos a favor e 124 contra na votação final.

Com isso, o atual primeiro-ministro Yushihide Suga, 72, apresentou sua demissão cerca de um ano após assumir e em meio a uma crise de imagem por conta da lenta vacinação contra Covid-19 e a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Kishida tem como objetivo acelerar a retomada econômica do Japão e, ao mesmo tempo, conter o avanço de casos de coronavírus Sars-CoV-2. Além disso, ele assume o governo em um momento de tensão regional, com as ameaças de ataques da Coreia do Norte e a ampliação da influência da China.

Proveniente de uma dinastia de políticos de Hiroshima, que está em sua terceira geração, Kishida é considerado um político com pouco carisma e "distante" dos problemas reais do país. Ele derrotou nas primárias do Partido Conservador (LDP) Taro Kono, 58 anos, que era considerado um político mais conhecido e mais bem aprovado pelos japoneses. Kono foi o responsável por impulsionar a lenta campanha de imunização.

A atual legislatura encerra-se neste mês, com eleições marcadas para novembro. Mas, os veículos de comunicação japoneses afirmam que Kishida deve antecipar o pleito para o dia 31 de outubro. O LDP governa o Japão desde 1955 e deve continuar no poder após a disputa eleitoral.

Segundo os principais jornais, a Câmara Baixa do Parlamento deve ser dissolvida no dia 14 de outubro e a campanha eleitoral deve começar no dia 19.

Se as datas das eleições forem confirmadas, o Japão não teria seu chefe de Governo nem na próxima reunião do G20, que será realizada neste mês em Roma, nem na 26ª Conferência sobre o Clima das Nações Unidas (COP26), que ocorre entre o fim de outubro e o início do novembro.

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