Quarta, 08 de Dezembro de 2021

O Repórter

Precisamos conservar um coração sensível

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Redação... - 11 de novembro de 2020 às 18:00 (Atualizada em 11 de novembro de 2020 às 19:09)

Por Monsenhor Jonas Abib*

Muitas vezes, não somos atendidos em nossas orações por causa da dureza do nosso coração. Pedimos muitas graças, rezamos, fazemos penitência, mas, se não perdoamos, se guardamos ressentimentos em nosso coração, automaticamente estamos impedindo que a graça de Deus aconteça em nossa vida.

Sem perdão, o canal da graça fica bloqueado. Ao longo da nossa vida vamos acumulando mágoas, ressentimentos, rancores e ódios, que “entopem” o canal da graça. Ofendemo-nos com facilidade e, na mesma proporção, magoamos e ferimos as pessoas... É preciso mudar o coração. Temos um Pai que é todo amor, misericórdia e, na qualidade de filhos, precisamos nos encher de misericórdia, piedade e compaixão para com o nosso próximo. Precisamos ser homens e mulheres semelhantes ao bom samaritano.

Ele precisou renunciar a todos os seus projetos de seguir em frente para dar prioridade àquele que estava precisando de cuidados. Não resta dúvidas: o próprio Deus coloca em nosso caminho as pessoas que precisamos ajudar e perdoar. É necessário ter um coração misericordioso, que transborde em atitudes concretas.

Precisamos conservar um coração sensível. A vida moderna não pode nos “arrastar”, endurecer o nosso coração. O mundo não pode nos tornar insensíveis! Nada justifica termos um coração insensível. Precisamos de um coração misericordioso, que vibra, sente e se compadece do outro.

A vida nos transtornou de tal forma que achamos natural acumular sentimentos negativos em nosso interior, e até achamos que temos direito de ter raiva da pessoa que errou conosco. O que salvará a mim e a você no julgamento final será a misericórdia, o amor concreto, traduzido em atos para com aquele que errou conosco. Se formos pessoas misericordiosas, seremos tratados com misericórdia no julgamento final.

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

*Fundador da Comunidade Canção Nova, presidente da Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação, em Cachoeira Paulista (SP) e reitor do Santuário do Pai das Misericórdias. É um dos religiosos que mais se destacou utilizando os meios de comunicação na ação evangelizadora da Igreja Católica, na América Latina. Autor de 57 livros, CDs e DVDs, além de várias palestras em áudio e vídeo.

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