Sábado, 16 de Outubro de 2021

O Repórter

Santa Clara, patrona da televisão

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Redação... - 10 de agosto de 2021 às 13:11 (Atualizada em 10 de agosto de 2021 às 13:12)

Por Monsenhor Jonas Abib*

Nós nos alegramos porque festejamos Santa Clara, a Clara de Assis, companheira de Francisco. A família dela era muito rica. Clara era muito bonita e os nobres, ricos daquela época, queriam conquistar o coração dela.

Mas quem conquistou o coração de Clara foi Deus e Francisco. Deus quis alguma coisa de muito real, concreta, e não foi o Francisco romântico, rico, poeta, mas o Francisco pobre, que deixou tudo para seguir Jesus, vivendo na íntegra o Evangelho.

Aos 18 anos, ela fugiu de casa, porque os pais não podiam entender o que ela queria viver. Dentro dos padrões da época, Francisco fez com que Clara fosse para um mosteiro de irmãs beneditinas. Eles se encontravam, e passavam um para o outro tudo aquilo que havia em seus corações.

Até que vieram outras companheiras e Francisco então organizou o convento de São Damião, muito pobre, simples, para onde passou Clara e as suas companheiras. E ali viviam como eram os padrões da época, enclausuradas.

Naquele convento, elas viviam todo aquele ideal que Francisco lhes passava de pobreza, de oração, de entrega a Deus, de fraternidade, de abertura para aqueles que ali vinham, de modo especial os pobres. Elas eram as mães e as irmãs dos pobres, dos doentes, dos leprosos.

A segunda metade de sua vida, Clara passou acamada, muito doente. É difícil compreender esses desígnios de Deus, mas foi assim que ela viveu. E ali, na oração, no sacrifício, na dor, ela foi gerando aquela nova família.

Na sua cela, aquele quartinho muito simples, bem à frente de sua cama, naquela parede caiada de branco, Deus permitiu várias vezes que ela pudesse ver o que acontecia com Francisco, como uma celebração da noite de Natal. Naquela época, ela pôde ver tudo como é hoje a televisão. É por isso que a Igreja a fez patrona da televisão. 

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

*Fundador da Comunidade Canção Nova, presidente da Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação, em Cachoeira Paulista (SP) e reitor do Santuário do Pai das Misericórdias. É um dos religiosos que mais se destacou utilizando os meios de comunicação na ação evangelizadora da Igreja Católica, na América Latina. Autor de 57 livros, CDs e DVDs, além de várias palestras em áudio e vídeo.

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