Terça, 30 de Novembro de 2021

O Repórter

Magdalena Andersson se torna primeira mulher premiê da Suécia

A líder, no entanto, guiará um governo de minoria

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Redação - 24 de novembro de 2021 às 11:02 (Atualizada em 24 de novembro de 2021 às 11:04)
EPA
Magdalena Andersson é descrita como ¨pragmática¨ pela mídia sueca

ESTOCOLMO (ANSA) - A social-democrata Magdalena Andersson, 54 anos, tornou-se nesta quarta-feira (24) a primeira mulher eleita premiê da Suécia.

A ministra das Finanças foi nomeada pelo Parlamento em uma votação por margem mínima, graças a um acordo de última hora com o Partido da Esquerda para aumentar as aposentadorias.

Dos 349 membros do Parlamento, 174 votaram contra Andersson, e 117, a favor, enquanto 57 se abstiveram e um não participou. No sistema sueco, um premiê não precisa contar com maioria parlamentar, desde que a maior parte - 175 deputados - não seja contra.

A Suécia é o último país nórdico a ter uma mulher como primeira-ministra, mas Andersson vai guiar um governo de minoria e enfrentará dificuldades para implantar sua agenda. O Partido do Centro, aliado do Partido Social-Democrata, já declarou que não vai apoiar a Lei Orçamentária devido às concessões feitas ao Partido da Esquerda.

Andersson substitui o correligionário Stefan Lofven, que estava no cargo desde outubro de 2014 e renunciou após perder a confiança do Parlamento. O país, no entanto, terá eleições legislativas em setembro de 2022, enquanto o Partido Social-Democrata enfrenta uma crise de popularidade.

A nova premiê é descrita pela mídia sueca como "pragmática" e "tecnocrata" e prometeu "retomar o controle" das escolas e do sistema de saúde, se afastando das privatizações, além de tornar o país, lar da ativista Greta Thunberg, em um modelo contra a crise climática.

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