Terça, 26 de Maio de 2020

O Repórter

'Não sou juiz', diz Drauzio sobre matéria com presa condenada por matar criança

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Redação... - 09 de março de 2020 às 09:30 (Atualizada em 09 de março de 2020 às 15:09)
Reprodução/TV
Suzy e Drauzio Varella na matéria exibida no Fantástico

RIO (OREPORTER.COM) - No último dia 1º de março, o "Fantástico", da Rede Globo, mostrou uma matéria especial estrelada pelo médico Drauzio Varella sobre detentas transexuais presas em São Paulo. Um dos casos era o de Suzy, que comoveu o profissional ao falar que não recebia visitas há oito anos. No entanto, um grupo de juízes criminais descobriu que a detenta estava presa por estuprar e estrangular um garoto de 9 anos.

Em uma matéria publicada pelo site O Antagonista no domingo (8), Suzy de Oliveira, cujo nome de batismo é Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos, deixou o corpo da criança apodrecendo em sua sala por 48 horas. Depois, o pai foi avisado pela criminosa sobre a localização do corpo. Ela está presa desde 2010.

O site teve acesso ao processo, onde diz que “o revisionando praticou atos libidinosos consistentes em sexo oral e sexo anal com o menor Fábio dos Santos Lemos, que à época contava com apenas 09 anos de idade”. Suzy foi condenada por 36,6 anos de prisão por estupro de vulnerável e homicídio.

A descoberta causou revolta de muitos telespectadores, pois a emissora omitiu o crime que a transexual havia cometido. Na matéria exibida, o "Fantástico" não omitiu os crimes de outras detentas, como o caso de Lola, condenada por roubo.

Drauzio Varella, em nota epxlicou que não pergunta aos detentos sobre os crimes cometidos. “Há mais de 30 anos, frequento presídios, onde trato da saúde de detentos e detentas. Em todos os lugares em que pratico a Medicina, seja no meu consultório ou nas penitenciárias, não pergunto sobre o que meus pacientes possam ter feito de errado”, disse.

“Sigo essa conduta para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico. No meu trabalho na televisão, sigo os mesmos princípios. No caso da reportagem veiculada pelo Fantástico na semana passada, não perguntei nada a respeito dos delitos cometidos pelas entrevistadas. Sou médico, não juiz", completou.

A Globo também se explicou sobre o assunto. No "Fantástico" deste domingo (8), a emissora afirmou que "os crimes das entrevistadas não foram mencionados pois este não era o objetivo".

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