Sexta, 07 de Agosto de 2020

O Repórter

Frei Neylor Tonin

Neylor J. Tonin é frade franciscano e descendente de italianos. Mestre em Espiritualidade, é formado em Psicologia, Sociologia e Jornalismo. Escritor e conferencista, professor de Oratória Sacra (Homilética), quer ser da vida "um bom pastor, um ardente profeta, um encantado poeta.
Frei Neylor Tonin

De Coração Aberto - Abraça-me, meu pai

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Frei Neylor Tonin - 11 de agosto de 2013 às 12:05
reprodução

Abraça-me, meu pai!
Abraça-me com teus braços grandes!
Aperta-me contra teu peito, fortemente!
Quero me sentir perdido em teus braços,
escutando a batida de teu coração.

Abraça-me!
Sou teu filho e me sinto tão pequeno.
És meu pai e te vejo tão grande.

Abraça-me!
Olho-te com admiração e gosto de ser teu filho.
Tenho teu sangue, tua cara, e o teu jeito de andar, de rir e de ser.

Abraça-me!
Ajuda-me a crescer.
Quero crescer sob teus olhos, acreditando no milagre da vida.
Tu me deste a vida e eu gosto da vida porque gosto de ti.

Abraça-me!
Traça em minha fronte o sinal-de-amor do Pai do céu.
Cobre-me com a bênção de Deus.
Que eu seja uma bênção para ti, assim como és a bênção dele para mim.

Abraça-me!
Esquece minhas peraltices.
Sou um pouco levado porque tenho muita energia.
Às vezes exagero, eu sei, mas faço o que faço
apenas para chamar mais tua atenção e merecer mais teu carinho.

Me perdoa!
Diante de minhas travessuras, como gosto de teu sorriso cúmplice,
neste teu rosto que nem sabe ficar sério.

Desculpa-me e abraça-me, depois!
Ensina-me que meus defeitos não têm grande importância,
que são tolices próprias de minha idade.

Quero olhar para ti,
sempre encontrando um rosto compreensivo,
uma palavra amiga
e um abraço acolhedor.

Abraça-me, pois!
Chama-me de “meu filho” e deixa-me chamar-te de “meu pai”.
Quando os outros me perguntam quem sou eu,
digo que sou teu filho e que, um dia, quando grande, serei como tu.
Fica pertinho de mim, enquanto faço a lição do colégio.

Depois, convida-me para sair contigo, para passear na praça.
Adoro sentir tua mão sobre meu ombro.
Leva-me para tomar um refrigerante, enquanto tomas tua cerveja,
ou, melhor, vamos ao Maracanã para ver um Fla-Flu.
Quero fazer contigo a festa da vida.

Ah, meu pai, dá-me teu abraço!
Nada mais quero do que senti-lo e saber que tens orgulho de mim,
assim como eu tenho de ti.
Sempre direi a todo mundo que és meu pai,
um homem digno, uma pessoa de caráter e que me sinto feliz em ser teu filho.

Que mais te posso dizer, hoje, no teu dia, no Dia dos Pais,
senão obrigado, muito obrigado?
Eu te amo muito!
Que Deus te abençoe sempre e sempre.

E deixa, agora, que te abrace com meus pequenos braços,
mas com todo o amor de meu enorme coração de filho,
porque tu, somente tu, és meu pai.
Amém.

Frei Neylor, irmão menor e pecador
neylor.tonin@terra.com.br
www.freineylor.net

De Coração Aberto - Papa Francisco: uma visita marcante

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Frei Neylor Tonin - 04 de agosto de 2013 às 10:34
Marcello Dias / Agência O Repórter

Encontros com amigos e conhecidos e telefonemas, após os dias da vista do Papa Francisco, começavam com a mesma pergunta: E daí? O que achou do Papa?” Os comentários foram sempre de entusiasmo e admiração. “Esse Papa se saiu melhor do que a encomenda”, confessou um pobre no Largo a Carioca. Um senhor engravatado do BNDES derramava-se em elogios: “Esse papa vai entrar para a História. Era o Papa de que a Igreja necessitava”. Até alguns colunistas ‘ateus’ de jornais não deixaram de expressar sua admiração. Críticas, críticas? Não as houve ou não as li ou escutei. Ninguém deixou de admirar seu sorriso pronto e sua simplicidade franciscana. Num ponto, todos estavam de acordo: a visita do Papa foi marcante, não só para a Igreja, como, de resto, para o Brasil. Destaco alguns poucos fatos.

Bispos dançantes

Valeu a pena o Papa ter atravessado um oceano para fazer os Bispos dançar. Cena inusitada: senhores Bispos dançando! Um Bispo é normalmente circunspecto, bem composto, hierático. Não sorri de graça, não dança nunca. Mas o Papa os fez dançar. E lembrei-me de Santo Agostinho que escreveu: “Aprende a dançar, ó homem, por que, se não souberes, o que farão contigo, quando chegares ao céu, os anjos de Deus?” A renovação da Igreja pode começar por aí, pela dança dos Bispos. Menos distância, menos caradurismo, menos curialismo, menos ‘balcão’ (como disse o Papa), e mais proximidade (‘cercania’, como pediu o mesmo Papa), mais cheiro das ovelhas, mais dança, muita dança. O céu da Igreja poderia começar por aí.

Numa igrejinha evangélica

Quando o Papa visitou a favela da Varginha, entrou por acaso numa igrejinha que estava em seu caminho. E soube que se tratava duma capela duma comunidade pentecostal. Não teve dúvidas, entrou, se apresentou, com as devidas desculpas, e convidou os presentes para um Pai Nosso. Despediu-se depois, sorridente como sempre, deixando a todos admirados. Que belo gesto de coragem e ecumenismo! Disso precisamos todos, dentro e fora da Igreja. Precisamos nos desarmar e rezar juntos. Um grande líder protestante afirmou num Congresso Internacional: “Só poderemos ser discípulos autênticos de Cristo debaixo da cruz”. Ou rezando, sem atirarmos pedras uns nos outros. A ignorância teológica e espiritual é ainda o maior empecilho para nosso testemunho de cristãos. Os únicos com quem será difícil rezar são os fariseus hipócritas e os que não querem ser irmãos. Com todos os demais, será sempre possível rezar um Pai Nosso e merecem o nosso sorriso. O Papa disse: “Não devemos ter medo da bondade, da ternura”.

Velhos e crianças

A viagem do Papa ao Brasil ficará marcada por seu carinho pelas crianças e por apresentar os velhos como fonte de sabedoria e humanidade. Há padres que não suportam o choro de uma criança durante suas celebrações e há os que não dão a devida atenção aos velhos que enchem suas igrejas. É uma pena. Na Igreja se reúnem estes extremos, porque somos uma família com crianças que choram e com velhos com seus achaques. Desde há muito, a Igreja se apresenta como ‘mestra em humanidade’. Que bom seria se as crianças e os velhos gozassem de um espaço privilegiado em nossas celebrações e em nosso afeto de pastores! Um sacerdote que não tem sensibilidade para crianças e velhos não deveria ir para o altar, mas para o confessionário.

Fiscais alfandegários

“Pensai – disse o Papa – numa mãe  solteira que vai à igreja, à paróquia e diz ao secretário: “Quero batizar o meu menino”. E quem a acolhe diz-lhe: “Não, tu não podes porque não estás casada”. Atentemos para o que essa mãe, que teve a coragem de continuar com uma gravidez, encontra? Uma porta fechada. Isso não é zelo. Afasta as pessoas do Senhor. Não abre as portas. E, assim, quando seguimos este caminho e temos essa atitude, não estamos fazendo o bem às pessoas, ao Povo de Deus. Jesus instituiu 7 (sete) sacramentos e nós, com essa atitude, instituímos o oitavo: o sacramento da alfândega pastoral. Quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais alfandegários da fé”.



PLAC! PLAC! para os 3,8 milhões de participantes na Missa de Envio da JMJ, em Copacabana.
PLAC! PLAC! para as famílias que abriram 356 mil vagas, em suas casas, para os peregrinos da JMJ.
PLAC! PLAC! para a JMJ que envolveu 60 mil voluntários.

UUUH! UUUH! para os baderneiros mascarados, rebeldes sem justa causa, que quebram, queimam e causam desordens criminosas numa sociedade civilizada.
UUUH! UUUH! para a China e os USA que despejam 40% do dióxido de carbono na atmosfera do planeta, pouco se lixando com a saúde da humanidade.
UUUH! UUUH! para a China, país em que apenas 9 (nove) pessoas elegeram seu novo Presidente.

MEU DEUS! Há, no mundo, 43 milhões de pessoas infectadas pelo vírus HIV.
MEU DEUS! Morrem 2 milhões de pessoas por ano, no mundo, vítimas da poluição, segundo pesquisa de uma Universidade americana.
MEU DEUS! Segundo pesquisa, mulheres brasileiras gastam, por ano, 40 bilhões em cuidados com os cabelos.


“O pastor protestante alemão Oscar Cullman nos aconselha a não pretender que todos afirmem as mesmas coisas; propõe que caminhemos juntos em uma diversidade reconciliada. Resolve o conflito religioso das diversas confissões cristãs no caminhar juntos, no fazer coisas juntos, no rezar juntos. Pede que não joguemos pedras uns nos outros, que continuemos caminhando lado a lado. Cada um na sua identidade, buscando a unidade na verdade”. (Papa Francisco, quando era Cardeal Jorge Bergoglio)

Frei Neylor, irmão menor e pecador
neylor.tonin@terra.com.br
www.freineylor.net

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