Mocidade Independente contagia o público com desfile sobre o caju
Escola abriu a segunda noite de desfiles na Sapucaí
Por Rafael Max
12 de fevereiro de 2024 às 23:13
Atualizada em 12 de fevereiro de 2024 às 23:24
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Dhavid Normando/Rio Carnaval
Detalhe da porta-bandeira Bruna Santos
RIO - A Mocidade Independente de Padre Miguel levantou o Sambódromo da Marquês de Sapucaí na abertura da segunda noite de desfiles do Grupo Especial. A verde e branco apresentou o enredo Pede caju que dou... Pé de caju que dá!, desenvolvido por Marcus Ferreira. A verde e branco abordou a história da fruta do cajueiro, revelando as suas lendas e curiosidades.
Para contar o enredo, a escola fez uma brincadeira, substituindo a banana - de origem asiática - pelo caju como fruto símbolo do Brasil. A comissão de frente relembra Carmen Miranda, mas agora levando o caju como a grande cara do país. A coreografia surpreendeu o público, pois a Carmen Miranda "quebrou a quarta parede" ao sair da passarela para a arquibancada.
Depois, a escola o movimento cultural do Tropicalismo, que dialoga com a proposta da Mocidade. Já o casal de mestre-sala e porta-bandeira coloca o caju na famosa música de Braguinha, "Yes, Nós Temos Banana", que virou "Yes, Nós Temos Caju!".
A escola retratou as tribos indígenas e a chegada dos europeus, que logo se interessaram pelo caju. Também foi lembrada a disputa entre os dois maiores cajueiros do mundo, localizados no Rio Grande do Norte e no Piauí. Entre as menções está a do pescador Luiz Inácio, que plantou o que resultaria no "Maior Cajueiro do Mundo", em Pirangi do Norte, Rio Grande do Norte.
A Mocidade também faz menção à obra de Tarsila do Amaral e Debret, mostrando o Brasil no contexto do caju. Por fim, a escola coroa o caju como grande símbolo do Brasil, brincando com elementos do cinema, circo e a xilogravura.
Considerado o "samba do ano", Pede caju que dou... Pé de caju que dá! não deixou de contagiar o chão de escola, que manteve forte o canto. A agremiação mostrou um desfile leve e divertido, tentando brigar pelas primeiras posições. Entretanto, deixou a desejar nas alegorias, sendo que o abre-alas teve dificuldades de entrar na dispersão, paralisando a evolução da escola. A alegoria teve que ser serrada para poder continuar a se locomover.