RIO DE JANEIRO (O REPÓRTER) - O secretário-geral da FIFA, Jerôme Valcke, desmentiu nesta terça-feira (25) que a entidade tenha cogitado a troca de sede da Copa do Mundo de 2014. Em entrevista a Sportv, Valcke negou as informações de que países se ofereceram a Fifa para substituir o Brasil na realização do Mundial:
"A Fifa não cogita Copa em outro país, nunca recebemos oferta ou proposta oficial de outro país. Nunca houve discussão interna sobre isso na Fifa. Para quem ama o futebol, em que país você quer jogar futebol? Brasil, é claro. Se você ama o futebol, é no Brasil que você tem que estar em 2014. A única coisa que poderia tirar a realização do Mundial de um país, como aconteceu na China por exemplo, é a impossibilidade de garantir a segurança do torcedor e dos participantes. Mesmo com o que está acontecendo nas ruas do Brasil, as manifestações, nunca houve uma sensação de medo, de que tínhamos um problema de segurança dentro dos jogos, mesmo sabendo que é um problema complicado", afirmou o belga.
Jerome também falou sobre a questão dos estádios ainda inacabados para a realização da Copa do Mundo. O secretário garantiu que metade dos estádios já estão prontos e mostrou confiança que a outra metade será entregue até a data limite de 31 de dezembro de 2013:
"Hoje nós temos seis estádios prontos e tenho certeza que os outros seis serão entregues até 31 de dezembro de 2013. Ainda temos muito trabalho, 20 por cento das coisas não funcionaram como queríamos ainda, mas conseguimos organizar uma boa Copa das Confederações e aprenderemos com essa experiencia para que tudo saia perfeito na Copa do Mundo".
O dirigente da Fifa adiantou algumas informações sobre a venda de ingressos para a Copa do Mundo, mas não revelou os valores dos ingressos: "O anúncio dos preços acontecerá em 1º de julho e a primeira fase da venda de ingressos será no dia 20 de agosto. O preço não deve ser comparado ao da Copa das Confederações, e sim, aos outros Mundiais. No Brasil, os valores ficarão muito próximos dos praticados na Copa da África do Sul", revelou.
Sobre uma das principais queixas da população brasileira, muito presente nas manifestações, o uso do dinheiro público na construção de estádios e destinado à organização da Copa em geral, Valcke explicou que a Fifa apresenta suas exigências, mas que não indica ou decide de onde deve vir o dinheiro para que estas determinações sejam atendidas: "Foi uma decisão brasileira ter 12 sedes, o minimo que pedimos são oito. a Fifa não diz o quanto tem que vir de dinheiro público e quanto de dinheiro privado. A decisão é do governo do país. Não há exigência de fonte específica de financiamento".
Jerôme Valcke deu o recado da Fifa com relação aos protestos que os torcedores possam tentar realizar dentro dos estádios durante a Copa do Mundo de 2014: "O futebol nunca pode ser usado para questões políticas ou religiosas. O estádio não é um fórum, é um lugar para se assistir futebol e não para protestar. Nós não vamos permitir a realização de protestos dentro do estádio. Nós esperamos que as pessoas que vão asisstir aos jogos sejam razoáveis, vamos apelar para o bom senso nesse sentido. Nós temos que proteger o nosso evento, o que está acontecendo no estádio é um jogo de futebol", garantiu.
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